CF: Fraternidade e a Saúde Pública
- 16 Fevereiro 2012
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CF: Fraternidade e a Saúde Pública: um apelo à conversão
O início da Quaresma, em cada ano, é marcado pelo convite “Converte-te e crê no Evangelho”. Assim, recebemos as cinzas, símbolo da morte, para que se recorde que a vida é passageira, transitória e efêmera, e se ouça o apelo de conversão.
O tema da Campanha da Fraternidade (CF) 2012 – Fraternidade e Saúde Pública – é um apelo não só a conversão dos cristãos como pessoas, mas é um apelo de conversão às comunidades, um apelo de conversão à própria Igreja: “Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão, faça-se sempre mais solidária às dores e enfermidades do povo”, reza-se na Oração da CF 2012.
Ninguém lave as mãos diante do problema. O problema é de vida ou morte. Não é um problema dos outros, é um problema dos cristãos. Jesus curava as pessoas, como sinal da chegada do seu Reino. Muitos de nós representamos a casa construída sobre a areia, pois dizemos “Senhor, Senhor”, mas não entraremos no Reino dos Céus” (cf. Mt 7,21). Outros ouvirão: “Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo, pois tive fome e me destes de comer ... estive doente, e me visitastes” (Mt 25,34-35). Além do mais, a realidade da doença é um apelo à fraternidade e igualdade, pois não discrimina ninguém. Atinge todos: ricos, pobres, crianças, jovens e idosos. Com a doença, escancara-se diante de todos nossa profunda realidade. Diante de tal realidade, a atitude mais lógica é a da fraternidade e da solidariedade (Texto-base, 13).
O debate sobre a realidade da saúde pública tem em vista contribuir para o fortalecimento e qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para suscitar espírito fraterno e comunitário com relação aos enfermos.
As comunidades da Diocese de Novo Hamburgo terão oportunidade de aprofundar a realidade da saúde pública pelo estudo do texto-base da CF 2012, refletir sobre a condição da existência humana pela meditação da Palavra de Deus nas celebrações dos sacramentos, além de participar na construção de uma sociedade melhor pelos gestos concretos e ações, que colaborem para que a saúde se difunda em termos de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Uma sociedade justa é uma sociedade saudável.
Na visão cristã, a saúde é um dom que Deus confiou à responsabilidade humana. Esta responsabilidade se traduz no cuidado da própria saúde e da saúde dos mais vulneráveis, com ética e competência técnica, científica, humana.
As semanas missionárias, os retiros e toda ação da Igreja deverá nos aproximar mais de Jesus. O que foi prioritário para Jesus há de ser também para os seguidores. A ação de Jesus, sua proximidade e solidariedade com os pobres e doentes, não é um apelo à conversão de nossa comunidade?













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