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| O domingo dos religiosos - 170 |
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| Escrito por Dom Zeno | |||
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Há sessenta anos, o Papa Pio XII proclamava o dogma da Assunção de Maria. Nada de tão extraordinário, pois, ninguém tinha dúvidas sobre esta verdade fundamental: Maria, a Mãe de Deus, que teve uma participação tão estreita com o plano de nossa Salvação, só poderia mesmo estar no céu, ao lado de seu Filho Jesus Cristo. Na ocasião, a data da festa foi marcada para o dia 15 de agosto. Mas, desde que deixou de ser feriado, no Brasil, celebramos sempre esta festa no terceiro domingo deste mês de agosto. Neste ano, em 2010, esta data cai em domingo e teremos um dia muito especial para lembrar a figura extraordinária desta Mãe que viveu um verdadeiro ideal de vida religiosa, em profunda união com Deus. Ao longo da história, Deus permitiu que homens e mulheres, de grande coração e espiritualidade, organizassem as mais diferentes famílias religiosas, cada uma com os seus carismas próprios, com suas tarefas prioritárias e com o seu jeito de servir ao Senhor. Neste terceiro domingo de agosto, nós somos convidados a uma reflexão sobre a vida religiosa e sobre este ideal implantado por homens e mulheres de grande envergadura. O certo é que ao observarmos a história da Igreja, nós percebemos como Deus, em cada época, tem suscitado os religiosos e as religiosas que Ele estava precisando. Assim, no começo da Idade Média, quando estava nascendo uma nova cultura européia, viveu São Bento de Núrcia que implantou o ideal da vida monástica, resumida no seu “ora et labora”, conseguindo em pouco tempo milhares de seguidores, no ramo masculino e feminino. Já no século XIII, na decadência da cultura medieval, e quando uma nova época estava surgindo, aparecem as figuras extraordinárias de São Francisco e São Domingos de Gusmán, que deram origem às grandes famílias franciscanas e dominicanas, num misto de vida ativa e um profundo espírito de pobreza e total confiança em Deus. Nos dias atuais, as congregações históricas e tradicionais estão com dificuldades para suscitar novas vocações, parece que Deus está chamando para outro tipo de vida religiosa, mais radical e de profunda espiritualidade. Os novos movimentos religiosos, como estes ligados à Canção Nova, à Toca de Assis, os Legionários de Cristo e os Arautos do Evangelho estão com muitas vocações e em grande expansão. A liturgia de hoje começa com a palavra do Apocalipse: “Apareceu um grande sinal no céu, uma mulher vestida de sol, tendo a luz debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apoc. 12,1). Será que nós precisamos ainda ver mais sinais? Maria nos dá a resposta no Evangelho: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1,46-47).
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