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Mons. Celli no Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe
PORTO ALEGRE, quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Monsenhor Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, abriu nessa quarta-feira, em Porto Alegre (sul do Brasil), o Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe, evento que segue até domingo. “O objetivo deste encontro é importante e delicado. Impulsionar uma comunicação mais justa, solidária e pacífica”, afirmou ao início de sua alocução; segundo informa a assessoria de imprensa do Mutirão. Para o prelado, vive-se hoje numa sociedade de intensos contrastes. “Há muitas potencialidades, avanços tecnológicos e organizativos. Mas como ignorar a enorme distância entre ricos e pobres?”. “A comunicação é um fator importante que pode contribuir para uma maior equidade, ou, ao contrário, perpetuar as estruturas de injustiça e violência, produto das ideologias e prejuízos que escravizam o ser humano”, afirmou. Segundo mons. Celli, a sociedade “espera dos meios de comunicação grandes e pequenos, atitudes e compromissos responsáveis e as populações devem ser exigentes neste sentido”. O representante do Vaticano considera que o encontro de Porto Alegre pode ser uma ocasião de realizar uma auto-avaliação sobre o serviço dos comunicadores católicos. Para ele, o mundo assiste a um sistema comunicativo fluido, complexo e poliédrico. Os blogs e as redes sociais são espaços de encontro e difusão muito importantes, onde cada vez se produz e difunde mais informação. São espaços onde cresce a participação popular na dinâmica da comunicação, onde há eco dos pequenos e médios personagens, como sucedeu recentemente no Haiti. “Por isso urge a inclusão dos que estão fora deste diálogo social, para que possam expressar livremente e também com responsabilidade suas posições”. “A comunicação na América Latina conta com uma potencialidade enorme, que outros continentes não têm. Nossa missão de comunicadores é trabalhar para que os povos tenham vida”, disse. “Realizemos nossa comunicação com amor, respeito e apaixonada esperança. Homens e mulheres têm de ser ativos operadores da paz e tecedores de redes através dos meios de comunicação pequenos, pessoais ou de massa”, afirmou.
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