Diocese de Novo Hamburgo

O que é essencial para governar bem?

- Dom Zeno Hastenteufel

A liturgia deste final de semana, no 17º. do tempo comum, nos apresenta o jovem Sa-lomão que, de uma hora para outra, teve que assumir o governo de seu país. Foi lhe sugerido pedir a Deus o que quisesse para iniciar o reinado. Vale a pena ler o que ele falou: “Senhor meu Deus, tu me fizeste reinar no lugar de meu pai, Davi. Mas não passo de um adolescente que ainda não sabe governar. Dá, pois ao teu servo um coração compreensivo, capaz de go-vernar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal” (1 Rs 3,7-9).

O próprio texto sagrado acrescenta que esta oração agradou ao Senhor. E Deus disse a Salomão: “Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte dos teus inimigos, mas sim pediste sabedoria para praticar a justiça, vou satis-fazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti nem haverá depois de ti” (1 Rs 3,11-12).

Salomão tinha pedido a sabedoria para discernir entre o bem e o mal. Esta é a grande sabedoria que precisa todo aquele que vai governar coordenar também no mundo em que vivemos.

Nós todos precisamos ter um pouco desta sabedoria, para discernir entre o bem e o mal, mas muito mais para quem está colocado diante de um município, estado ou nação e precisa decidir em favor de todo um povo.

O Evangelho deste domingo nos apresenta três pequenas parábolas para nos falar do Reino de Deus, sempre demonstrando que ele está no meio de nós, mas muitos não o reco-nhecem ou ainda não o encontraram. Lá está o homem que encontrou uma pérola preciosa e então faz tudo para tê-la; depois mostra que este Reino é como uma rede que lançada ao mar apanha todo o tipo de peixes, necessitando então fazer a separação dos bons peixes que vão para os cestos e os pequenos que ele precisa devolver à água.

Finalmente, Jesus compara este Reino com um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. Sempre aparece o trabalho e o esforço humano que precisa estar pre-sente para que a graça chegue a nós todos e produza os frutos que precisamos.