Diocese de Novo Hamburgo

Votos Perpétuos da Irmã Adriana Rodrigues Pinheiro 

- PASCOM NH

Em novembro de 2019, as Irmãs da Congregação de Santa Catarina e a Comunidade Nossa Senhora da Piedade, Hamburgo Velho em Novo Hamburgo, celebraram os Votos Perpétuos de pobreza, castidade e obediência da Irmã Adriana Rodrigues Pinheiro. A cerimônia religiosa ocorreu no dia 24, às 9h, na Igreja Nossa Senhora da Piedade. A Missa foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Zeno Hastenteufel e concelebrada pelo Pároco da Paróquia Padre Inácio José Schuster. 

HISTÓRIA DE VIDA 

De acordo a Irma Adriana, ela nasceu em Rio Grande, RS, e ainda criança sua família foi morar em Pelotas “e por isso, a tenho como minha cidade de origem por que foi onde eu vivi, estudei e fiz toda a minha formação escolar e profissional”.  Foi com minha mãe que aprendi a rezar, na época, não tínhamos nenhuma relação com a Igreja. Ainda criança, fui convidada para ser a dama de honra de uns primos que casaram. E aos 17 anos, fui convidada por uma amiga para participar de um grupo de jovens, a partir deste dia em diante, começou um processo de conversão em minha vida.  Eu recebi a primeira Eucaristia aos 19 anos e aos 20 anos, o Sacramento da Confirmação- crisma, explica a religiosa. 

VOCAÇÃO RELIGIOSA 

A irmã trabalhou muitos anos na área da saúde, como auxiliar de enfermagem, técnica de enfermagem, como Bióloga na área de banco de sangue e no laboratório de análises clínicas. Para ela, a vocação religiosa só passou a ser buscada como possibilidade, depois que uma inquietude interior se instalou em seu coração. “Na época, eu era noiva, com todo o enxoval completo, todos esperavam que eu fosse me casar. Mas algo dentro de mim me fez pedir uma luz, um sinal. E foi neste momento que rezei pedindo a intercessão de Santa Teresinha, suplicando o sinal das rosas. Recebi o sinal, que me fez rever todo o sentido da minha vida”, relata. 

Após um longo processo de discernimento vocacional, a irmã Adriana, percebeu que Deus a chamava para uma vida consagrada contemplativa/ativa e com uma vida comunitária fraterna. “Fui em busca de uma congregação onde a espiritualidade e o carisma contemplasse especialmente o amor a Eucaristia, a Palavra de Deus, a centralidade em Jesus Cristo vivido na doação aos irmãos”, explica. Ela ainda reforça que quando leu pela primeira vez a história da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, o que lhe chamou a sua atenção foi o carisma e a espiritualidade, “senti algo diferente e entrei em contato para conhecê-las”.  

CAMINHADA VOCACIONAL 

No ano de 2010, aos 36 anos, ela visitou o centro social Madre Regina, onde residia a Irmã Clair Werner, que lhe acompanhou até sua vinda em outubro de 2010. “Desde a minha primeira visita eu me senti em casa com as irmãs”, revela. No ano de 2011, entrou no postulado em São Sebastião do Caí; em 2012, foi para Novo Hamburgo, em Canudos, onde fez o seu noviciado. No segundo ano de noviciado fez o estagio na casa de formação em Tocantins, AM. No dia 18 de janeiro de 2014, professou os seus primeiros votos. A sua primeira missão depois dos votos foi na formação, acompanhando as jovens na etapa do juvenato em São Sebastião do Caí. No ano de 2015, foi transferida para a casa provincial, dedicando-se a pastoral vocacional. E no ano seguinte, transferida para a casa de formação no Bairro Canudos – NH – para acompanhar as etapas de juvenato e pré-postulado até o ano de 2018, quando voltou para a casa provincial para preparar-se para os seus votos perpétuos. 

 

MENSAGEM 

“O chamado é sempre um mistério de amor, de um Deus que chama por que ama, e escutá-lo com tantos barulhos e ruídos, especialmente quando buscamos fora o que está dentro, é graça e dom de Deus. Sou eternamente grata s Deus pelo dom da fé que me foi concedido generosamente pela sua bondade infinita, e pelo dom da vocação a vida consagrada, a qual me possibilita ser toda de Deus. Sou grata também pelo caminho percorrido até o momento e por tantas graças que ele tem me concedido”.