Diocese de Novo Hamburgo

CONCLUSÃO - E A FAMÍLIA, COMO VAI?

- Pe. Felipe Konzen

c) Pontos em comum

            Após a apresentação e a análise dos escritos de Dom Boaventura e do Papa Francisco sobre o tema da família, sobretudo com relação a sua situação histórica-social e ao caminho pastoral proposto por ambos, é possível a compreensão do que, em ambos, é comum ou complementar e que possa, igualmente, servir-nos como reflexão para a Semana Nacional das Famílias como inicialmente proposto.    

            Com relação à realidade familiar, pode-se afirmar uma certa complementariedade na reflexão de Boaventura e de Papa Francisco. O bispo franciscano, ao destacar o problema original das várias crises familiares no fato de que a família não se origina mais a partir da aliança formal ou no casamento como contrato, apontava qual era a raiz dos problemas, a falta de uma sólida estrutura familiar. Décadas depois Papa Francisco, ao analisar a situação das famílias, enxerga aquilo que a reflexão do então bispo de Novo Hamburgo já apontava, que a falta da base familiar conduziu a sociedade a uma grave mudança antropológico-cultural.

            O remédio pastoral para tal situação é apontado pelos dois em um lugar comum, o Magistério da Igreja. Mesmo que Francisco traga a reflexão conjunta da necessidade bíblica como Revelação plena da realidade familiar, ambos exortam acerca da necessidade de um estudo sério e aprofundado dos ensinamentos da Igreja, que oferece a seus filhos uma atenção materna e uma riqueza doutrinal capaz de assisti-los e de apresentar um caminho seguro para a superação da crise atual.

            Dessa forma, desejamos que esta primeira reflexão teológico-pastoral a partir do atual magistério petrino e do precioso magistério episcopal do qual a diocese de Novo Hamburgo pode se alegrar em ter como tesouro, ajude-nos em nossa preparação para bem celebrarmos esse ano a Semana Nacional das Famílias.    

 

Pe. Felipe Konzen

Sacerdote da Diocese de Novo Hamburgo