Diocese de Novo Hamburgo

PARÓQUIA NOSSA SENHORA MEDIANEIRA INAUGURA AUDITÓRIO

- PASCOM

No sábado, dia 6 de abril, o pároco da paróquia Nossa Senhora Medianeira, de São Leopoldo, Pe. Eurípedes Ferreira, inaugurou o auditório paroquial nomeado “Auditório Lucas Mancilha”, em homenagem ao jovem tio do ONDA da paróquia, falecido no último 7 de dezembro, vítima de Leucemia.

A cerimônia aconteceu após a missa da comunidade, como abertura de uma promoção festiva do grupo ONDA paroquial, no qual Lucas atuou como tio junto de sua esposa, Letícia Camargo, com quem tinha se casado dois meses antes, durante o último ano.

Lucas apresentou sintomas suspeitos e foi diagnosticado com Leucemia na primeira semana do mês de dezembro de 2018, e veio a falecer apenas três dias depois. Testemunhas e familiares afirmam que o jovem aceitou sua enfermidade e preparou-se para seu encontro com Deus, ofertando seus sofrimentos a Ele, coroando sua luta pela fidelidade ao Senhor.

Na cerimônia o pároco descobriu o letreiro comemorativo na presença da viúva de Lucas, seus pais e irmãos, inúmeros amigos, membros da comunidade e do movimento ONDA de toda a diocese. O discurso proferido por pe. Eurípedes pode ser lido abaixo, bem como algumas fotos amadoras fornecidas por paroquianos presentes.

 

DISCURSO DE INAUGURAÇÃO DO AUDITÓRIO LUCAS MANCILHA

“Queridos irmãos e irmãs, uma frase que ressoou em nossos ouvidos naquele místico dia 8 de dezembro de 2018 e que ainda hoje reverbera em nossos corações é: ‘Em meio a tanta dor, não cesse em meus lábios o vosso Louvor’. Naquele dia nossas vidas foram inundadas de uma mística e estranha mistura de sentimento de alegria, tristeza, esperança e dor... pois logo após celebrarmos a vida nova de um de nossos filhos, hoje Padre Cléber Rodrigues, em menos de 12 horas estávamos nos despedindo de um outro filho, Lucas Mancilha dos Santos, que subitamente nos deixou fisicamente para voltar à casa do Seu Pai. E, assim, como o Cristo depois do seu momento no Getsemani, sabendo o que ia lhe acontecer e querendo fazer a vontade de Deus em sua vida, abraçou a cruz e ressuscitou ao terceiro dia, nosso querido e sempre amado irmão, Lucas Mancilha, também tendo conhecimento da gravidade de sua doença, quis fazer a vontade de Deus em sua vida e, sorridente, abraçou a Cruz de Cristo três dias depois.

Vivendo aquele místico momento do seu sepultamento, comentávamos entre nós, Padre Alex, Pe. Monteiro e eu, ‘estamos vivendo um capítulo muito importante da História de nossa Igreja’, pois um jovem que sempre cultivou o desejo ardente de ser santo e que quis unir o seu sofrimento ao de Cristo Jesus, conseguiu realizar o seu desejo. O seu trabalho pastoral que antes era inspirador para a nossa juventude do ONDA, agora passa a ser testemunhal. Naquele momento, em meio à miscelânea de sentimentos, esta reflexão fez meu coração arder e pensei: ‘não podemos deixar que a memória da vida de Lucas seja apagada pelo tempo’. Logo veio a inspiração de fazer com que em nosso meio, pelo menos, ressoe sempre viva a sua memória, unindo também a isso o desejo que nossos jovens continuem cultivando em seus corações a vontade de serem santos, pelo testemunho de vida de alguém tão próximo a eles, que viveu e compartilhou momentos de santidade juntos. Passados estes poucos meses de sua páscoa, hoje estamos aqui para realizar uma etapa dessa nossa missão. Nomear nosso auditório com o nome do querido e saudoso Lucas Mancilha, não será apenas um momento do nosso hoje, mas é um ato que vibrará nos nossos outros jovens que virão ainda à nossa Igreja, seja por meio do ONDA, CLJ, EJU, Catequese ou até mesmo por curiosidade nos perguntar quem é ou quem foi Lucas Mancilha. Nossa resposta será: ‘um jovem de nossa Igreja, de nossa paróquia, que viveu e morreu buscando a santidade’.

Antes de encerrar, gostaria de, em nome do nosso Conselho de Assuntos Econômicos, dos Tios e juventude do ONDA, agradecer a presença de todos, mas de modo especial, nosso agradecimento ao Juarez e à Viviane, pais do Lucas, e à Letícia, esposa, pelo grande presente e tesouro que nos deram e pelo testemunho de fé que transmitirem a nós. Convido, então, nesse momento, a rezarmos um Pai Nosso e uma Ave Maria, antes de desvelarmos o Letreiro comemorativo. Após a Ave Maria, podemos dar um viva bem forte ao nosso sempre amigo, Lucas Mancilha.”

Pe. Eurípedes Ferreira - pároco.

 

 

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