Diocese de Novo Hamburgo

Estamos na semana da pátria | A Voz da Diocese

Dom Zeno Hastenteufel

A primeira semana de setembro é conhecida como a Semana da Pátria. Todos nós nascemos em um país e somos cidadãos de uma pátria. Esta é a nossa pátria.

Muitas vezes, nós olhamos para a nossa pátria, com um olhar político, e de acordo com a nossa posição frente ao primeiro mandatário do país.

Há cerca de cinqüenta anos, nós nos acostumamos a um bi-partidarismo, onde cada um se coloca ou a favor do presidente ou contra ele. Inclusive o amor à pátria depende de quem está no poder, se ele me agrada ou se eu o detesto. Não creio que assim se possa falar num sadio patriotismo.

Toda a liturgia deste domingo traz como pensamento central a nossa obrigação de trabalhar em favor da conversão de nossos irmãos. Nós podemos realmente influenciar em nossos irmãos, para que eles melhorem em suas atitudes e em seus procedimentos. O texto de Jeremias chega a dizer que se não fizermos a nossa parte, Deus vai nos cobrar por esta omissão.

Já o Evangelho nos apresenta toda uma metodologia de trabalho quando queremos ajudar a superar uma questão com um irmão que nos ofendeu: “Se tu irmão pecar contra tivai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, de modo que toda questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dizei-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um publicano” (Mt 18,15-17). É a primeira vez que Jesus usa a palavra “Igreja” no sentido de ser uma instituição, um povo, uma reunião de fiéis. É o novo conceito de povo de Deus. Vai ser sempre mais a reunião de todos os batizados em Jesus Cristo. Deveria ser sempre uma instância de reconciliação, de misericórdia e de perdão.

A grande lição vem logo depois, quando Jesus diz: “Se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai o concederá. Pois onde dois ou estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali no meio deles” (Mt 18,19-20).

Nós somos cidadãos de uma pátria e fiéis em uma Igreja, povo de Deus.