Diocese de Novo Hamburgo

E já estamos no segundo semestre | A Voz da Diocese 691

Dom Zeno Hastenteufel

Este primeiro domingo de julho já nos coloca no segundo semestre de 2020. Em muitos setores da vida, até parece que o ano ainda não começou. Mas, é claro que aquilo que nós fizemos até aqui tem imenso valor e nos credencia para embarcar diretamente no trabalho e na pastoral deste segundo semestre.

O texto de Zacarias fala em alegria e júbilo, a ponto de mandar dançar e exaltar “porque o teu rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento, num potro, filhote de jumenta” (Zc 9,9). Este rei tão simples e pobre, Ele é muito poderoso: “Seu domínio se estenderá de um mar a outro mar e desde o rio até os confins da terra” (Zc 9,10).

Esta é a linguagem simples e confiante do homem de fé. É aquele que enxerga, atrás de toda a desgraça de uma pandemia como esta do covid-19, os sinais de Deus que aparecem em toda a parte. São sinais que nem todos percebem, mas aqueles que têm fé e se fortalecem nos pequenos gestos de cada dia.

Assim, rezava Jesus, durante a sua vida pública: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” (Mt 11,25-26). E este mesmo Jesus tem hoje um convite para fazer a cada um de nós que já anda cansado de tanto ficar em casa e não participar de mais nada: “Vinde a mim vós todos que estais cansados e fadigados, sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso” (Mt 11,28-29).

Estamos começando um novo semestre, com a esperança de ter superado uma fase da vida que esperamos não volte mais, mas também com ânimo e coragem, para assumir novas formas de viver a partir de tudo aquilo que aprendemos em uma longa quarentena. Queremos levantar a cabeça e começar tudo de novo, dentro de novas condições e com tudo aquilo que aprendemos neste tempo de distanciamento social e aproximação familiar.

Precisamos agora urgentemente repensar a nossa vida em comunidade, nossa participação na paróquia e nosso envolvimento pastoral.