Diocese de Novo Hamburgo

Quem quiser seguir Jesus Cristo | A Voz da Diocese 671

Dom Zeno Hastenteufel

A liturgia deste sexto domingo fala com clareza: quem quiser seguir Jesus Cristo terá que observar os mandamentos. Este caminho é estreito e ele passa pelo meio dos mandamen-tos, mas poderá alimentar-se dos sacramentos que Ele nos deixou. É claro que os outros terão um caminho muito mais largo, terão liberdades maiores, mas não terão alguém, lá na frente, acenando e aguardando a chegada.

São Paulo aos coríntios, neste domingo fala a respeito de uma sabedoria de Deus, que é completamente diferente da sabedoria deste mundo e da sabedoria dos poderosos deste mundo. Mas, como está escrito, “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu” (1 Cor 2,9). E, depois ele acrescenta: “A nós Deus revelou esse mistério através do Espírito. Pois o Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus” (1 Cor 2,10).

Agora, para os que creem e procuram seguir Jesus Cristo, há os mandamentos. E Jesus diz claramente: “Não penseis que vim abolir a lei e os profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento” (Mt 5,17-18). Na verdade, ele não veio para abolir a lei e os profetas. Nós podemos até dizer que ele veio para ratificar a antiga aliança e dar continui-dade a todos que quiserem seguir a sua mensagem e o seu modo de vida. Ele veio para redi-mir os pecados e nos dar condições para seguir sempre com mais fidelidade. “Se a vossa jus-tiça não for maior do que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no rei-no dos céus” (Mt 5,20).

Há dois mil anos, Jesus já reconhecia a existência de dois grupos: os que estão com Ele, seguindo a sua mensagem e observando os seus mandamentos, e o grupo dos fariseus e hipócritas, dos quais não espera o mesmo comportamento.

Hoje, está sempre mais claro que há uma distância muito grande entre os seguidores de Cristo e os outros, que muitas vezes já foram cristãos, nasceram em famílias religiosas, fo-ram batizados em nossa Igreja, de primeira comunhão feita, mas neste momento vivem afas-tados e cada vez mais distantes da fé e dos seus valores. É hora de darmos a todos uma nova oportunidade