Diocese de Novo Hamburgo

O domingo da Epifania | A Voz da Diocese

PASCOM NH

A tradicional festa dos Santos Reis, cantados em verso pelos famosos “Ternos de
Reis”, tão conhecidos entre os descendentes açorianos, neste ano, será celebrada no primeiro
domingo de janeiro.
          A Bíblia fala em magos, vindos do Oriente, homens de cultura, ligados à astronomia,
que conheciam os mínimos sinais que apareciam nas estrelas. Perceberam um novo rei teria
nascido! Era esta a notícia que deixou perturbado o velho Rei Herodes, que se via ameaçado,
e por isso mesmo provocou o massacre dos inocentes.
          A mensagem deste fato é a Epifania do Senhor, isto é, a manifestação do Filho de
Deus para todos os povos da terra. O novo rei que acaba de nascer não veio somente para o
povo de Israel, como os antigos juízes e profetas, que sempre vinham para orientar o povo de
Deus. O novo rei, que nasceu agora e que se encontra na gruta de Belém, veio para todos os
povos. Por isso vieram magos do Oriente, isto é, do outro lado do mundo, representando
todas as raças e nações. Desde os primórdios, fala-se em Melchior, Gaspar e Baltazar, como
representantes da raça branca, amarela e negra.
          Jesus veio para todos os povos. Ele é o Salvador da humanidade. Ele se manifesta para
todos eles, de uma só vez. Nós todos estávamos representados nos magos que vieram do
Oriente.
          Os magos vieram com seus presentes, trazendo ouro, incenso e mirra. São presentes-
símbolos. Não se pense que o pobre recém-nascido tenha sido presenteado com barras de
ouro ou volumes de incenso e mirra.
          “Viemos adorá-lo” disseram os magos. É importante saber que este é o único que nós
adoramos. Diante dele, vivo e ressuscitado na Eucaristia, nós nos ajoelhamos ainda hoje e
fazemos a nossa genuflexão, porque sabemos que Ele é Deus. Diante d´Ele, nós somos
pequenos, insignificantes. Por isso nos ajoelhamos.
          Não nos ajoelhamos diante das imagens, nem diante do presépio, mas somente diante
do Cristo vivo de nossos Sacrários. Dobrar os joelhos é um gesto de adoração. Cada vez que
nós o fazemos diante do Cristo vivo e presente na Eucaristia, nós estamos seguindo o
exemplo dos magos. E mais, quando entramos em nossas igrejas, diante do sacrário,
podemos sempre de novo dizer: “Viemos para adorá-lo” (Mt 2,2)