Diocese de Novo Hamburgo

Nossa Senhora da Natividade | A Voz da Diocese 648

Dom Zeno Hastenteufel

Em todos os anos, no dia 08 de setembro, celebramos a festa de Nossa Senhora da Natividade, isto é, do aniversário natalício da mãe de Jesus. Este ano, como cai em domingo, a liturgia dominical predomina e a natividade de Maria fica para um segundo plano. Mas, a Linha Francesa tem direito ao seu Kerb e a festa da Padroeira.

         Enquanto isso, em todo o resto do mundo, nós celebramos o 23º domingo do tempo comum, com uma mensagem desafiadora: “Qual é o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Ou quem pode imaginar os desígnios do Senhor?” (Sab 9,13).  O próprio texto sagrado nos encaminha uma resposta: “Na verdade, os pensamentos dos mortais são tímidos e nossas reflexões incertas porque o corpo corruptível torna pesada a alma e tenda de argila oprime a mente que pensa. Mal podemos compreender o que há na terra, e com muito custo compreendemos o que está ao alcance de nossas mãos; quem, portanto, investigará o que há nos céus?” (Sab 9,14-16).

         Mesmo assim, os maiores pensadores da humanidade se envolveram com tais pensamentos. Queriam, através da própria razão, chegar até Deus ou ao menos a algum Ser infinito. Chegaram a algumas conclusões muito importantes e muito próximas de Deus. Entretanto, o nosso Deus tomou a iniciativa e veio ao encontro da humanidade. Ele foi se revelando gradativamente. Ele foi se revelando a um povo, aparecendo aos grandes patriarcas, juízes e profetas. 

         No Evangelho deste domingo, o próprio Filho de Deus apresenta todas as suas exigências: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e de sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até de sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 26).

         Nós estamos no mês da Bíblia. É importante nos aproximarmos sempre mais da Palavra de Deus. Só vamos conhecer um pouco mais o pensamento de Deus, os chamados que Ele continua fazendo, se tivermos em nossa vida o hábito da leitura da Palavra de Deus. O nosso mundo católico foi descobrindo a Bíblia nos últimos anos. Não temos ainda uma forte tradição de leitura e oração com a Bíblia na mão. Mas, a Missão Continental está mexendo neste sentido. É hora de começar!