Diocese de Novo Hamburgo

Um dia para homenagear as mães | A Voz da Diocese 631

Dom Zeno

 

O segundo domingo de maio é conhecido como o Dia das Mães. Não que seja este o único dia para se dar um abraço nas mamães ou para se entregar um presentinho que simbolize o nosso amor pela mãe. É dia de rezar pelas mães, para que possam cumprir a importante missão de serem mais, verdadeiras educadoras e animadoras de seus filhos.     

         Na liturgia deste quarto domingo da Páscoa, a Igreja nos apresenta o Cristo bom Pastor. É sem dúvida uma figura que representa também a maternidade de Deus. O pastor é aquele que dá a vida pelas ovelhas, tal como a mãe que se doa pelos filhos.

O próprio Jesus deixa muito claro que este convívio entre o pastor e as ovelhas precisa ser muito fraterno, na base da amizade, do mútuo conhecimento e da doação. E no Evangelho deste domingo, deixa claro: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão” (Jo 10,27-28).

         Para que o Senhor possa chamar, nós precisamos criar as ocasiões. Precisamos levar os nossos jovens a verdadeiros encontros com Jesus Cristo. Eles precisam tornar-se discípulos do Senhor, e precisam criar este clima de proximidade com o Senhor. É Ele que chama e escolhe entre os seus amigos, oriundos de todos os povos e nações. 

         Na primeira leitura deste domingo, nós nos encontramos com Paulo e Barnabé, em viagem por Perge e Antioquia. Ali eles declararam: “Era preciso anunciar a Palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos”  (At 13,46). Trata-se de uma nova opção. Segundo eles, esta é a ordem que o Senhor lhes deu: “Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra. Os pagãos ficaram muito contentes, quando ouviram isso, e glorificavam a palavra do Senhor” (At 13,47-48). 

         A segunda leitura nos apresenta o texto do Apocalipse, em que São João viu o céu aberto e “ali estava uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas”.  Todos foram salvos pelo sangue Redentor de Cristo.