A liturgia quer nos demonstrar que realmente aqui na terra tudo é passageiro e transitório. Tudo passa. Mais um ano litúrgico passou tão depressa. Há pouco era natal, depois páscoa e já estamos terminando.
Assim, no Evangelho de Marcos, neste domingo se fala em fim de mundo. “Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai escurecer e a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu...  vereis o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os eleitos de Deus de uma extremidade à outra da terra” (Mc 13, 24-27).
Quando Jesus fala sobre estes temas ligados aos últimos acontecimentos, está muito claro que Ele vai voltar, vai julgar os vivos e os mortos, será então o fim do mundo criado e todos serão recolhidos num mundo gloriosos e transcendental. O mundo material vai terminar um dia. Só não sabemos o dia e nem a hora. Mas, a vida sobrenatural não acaba nunca. Esta vida em Deus será eterna e nunca terá fim.
A Carta aos Hebreus ensina que Cristo já ofereceu o seu sacrifício único pelos pecados. Depois, Ele ressuscitou e subiu ao céu, onde está sentado à direita de Deus. Está esperando que um dia todos aqueles que Ele salvou estejam para sempre na glória.
O profeta Daniel fala sobre estas mesmas verdades da fé, assinalando também que haverá um encontro final de todos diante do Senhor: “Muitos dos que dormem no pó da terra despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. Mas os que tiverem sido sábios brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12, 3).
Desde a tradição do Antigo Testamento, está claro que toda esta caminhada pelo mundo, com suas loucuras e conquistas, será passageira e transitória. Tudo passa e tudo termina. Eterno é Deus somente e aqueles nele se integram para todo o sempre. Nós adquirimos a nossa imortalidade, pela alma criada por Deus e que nos foi dada, quando ainda éramos uma pequeníssima sementinha, invisível aos nossos olhos.
É hora de renovar a esperança e nos preparar para este grande e decisivo encontro com o Senhor!