A semana da pátria nos fez olhar para a realidade que vive o nosso Brasil de tantas faces e de tão grandes distâncias entre os mais ricos e os mais pobres que vivem nesta pátria, que deveria ser terra de irmãos, num ano de eleições tão importantes.
O mês da Bíblia quer nos passar uma mensagem de esperança e otimismo. Nada melhor do que ouvir o grito do profeta Isaías:“Criai ânimo, não tenhais medo! Vede, é nosso Deus, é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem para nos salvar. Então se abrirão os olhos dos cegos... o coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos...” (Is 35,4-6). O profeta está cheio de esperança porque ele está convicto de que, nos tempos messiânicos, todos estes temas e problemas serão superados.
Já o apóstolo Tiago, que tinha vivido um longo tempo com o Senhor e estava preocupado em anunciar o Cristo vivo para as comunidades, que estavam nascendo sobre a herança de Israel, se antecipa com a sua convicção: “a fé que tendes em nosso Senhor Jesus Cristo glorificado não deve admitir acepção de pessoas”(Tg 2,1). 
A carta de Tiago deixa muito claro que o cristianismo não prega e não aceita a acepção de pessoas, muito menos a discriminação, entre pobres e ricos. Certamente o nosso mundo seria muito melhor se nós déssemos mais atenção a esta Palavra que está em nossa Bíblia, que temos na prateleira de nossa casa. Valeria a pena abri-la com mais frequência e buscar ali a orientação para os nossos atos e para as atitudes de cada dia. 
Já no Evangelho deste domingo, nós encontramos Jesus curando o surdo e mudo. Jesus fez um gesto concreto, abriu-lhe a boca e os ouvidos e o homem começou a falar sem dificuldades. Realiza tudo aquilo que o profeta tinha anunciado. E o próprio texto de Marcos acrescenta: “Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”(Mc 7,37). Estes são os tempos messiânicos que, ao longo de todo o Antigo Testamento, estavam sendo esperados. Ele é de fato, o Messias, o Salvador da humanidade.