No terceiro domingo de agosto, já estamos acostumados a celebrar a Festa da Assunção de Maria, no mesmo dia em que refletimos sobre a vocação religiosa,isto é, a vocação daqueles e daquelas que se consagraram, através dos votos religiosos, a viver em comunidade, uma total consagração ao Senhor, segundo o carisma da respectiva Ordem ou Congregação Religiosa. 
Maria, esta mulher extraordinária, instrumento indispensável para a vinda do Salvador do mundo, aparece na primeira leitura deste domingo como “como este grande sinal que apareceu no céu: uma mulher vestida de sol, tendo a luz debaixo de seus pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apoc 11,3). 
De forma análoga, podemos dizer que os religiosos (as), que vivem a sua consagração a Deus, com alegria e disponibilidade para a causa do Reino, são realmente um sinal da aliança de Deus com o seu povo. 
Nós vivemos num mundo de consumo e de competição, onde vale o que se tem e o que se consegue aparentar, onde o próprio ser humano se torna objeto de conquista e de ostentação, falar em “voto de pobreza, castidade e obediência” é realmente fazer referência a uma realidade que aponta para a outra vida. 
Muitos não compreendem a alegria e a realização de uma mulher que está no convento e vive atrás de grades, por livre e espontânea vontade, unicamente para agradar ao Senhor, o noivo permanente de suas vidas. Esta realidade nós temos em São Leopoldo no Carmelo, onde todos podem ir e constatar. 
Parece estranho que um jovem que, aos vinte e poucos anos, faça a oferta de si mesmo à causa do Senhor, vivendo dentro de um Instituto Religioso, onde ele vai poder ser útil à Igreja e à causa da evangelização. Mais tarde, poderá ser ordenado sacerdote, e ser enviado a um país distante, onde trabalhará pelo Reino de Deus, enquanto os seus superiores assim o determinarem. 
O nosso mundo tem dificuldades em compreender que uma pessoa estude quase vinte anos, para ser um profissional competente, nas mais diferentes áreas do ensino ou da pesquisa, para depois não ter carteira assinada, não ter seus próprios lucros ou ganhos, não ter sua própria poupança e economia. Isto é viver o voto de pobreza.