Já estamos agora chegando ao segundo domingo do mês de agosto, o Dia dos Pais, e para nós católicos, o domingo em que nós refletimos sobre a vocação da paternidade e, por extensão, sobre a vocação familiar. Só existe pai, porque há uma mãe que lhe dá um filho e porque há filhos que, desde cedo, pronunciam a palavra “pai”. 
Mas, vivemos em uma sociedade onde mais do que 35% das crianças ainda nascem sem pai, isto é, sem pai registrado, sem pai convivendo com a criança recém-nascida, tantas vezes de uma mãe extremamente jovem. 
Mais tarde, esta carência se apresenta em forma de revolta e de não aceitação do mundo em que vivemos. Na verdade, o nosso adolescente não consegue aceitar o mundo em que ele vive. Foi concebido por um pai, junto com uma mãe, mas hoje está lhe faltando uma das partes. Que o domingo, dia dos pais, nos faça pensar sobre isto e assumir uma posição de sempre maior responsabilidade perante todos os nossos atos e atitudes. 
Enquanto isto, a liturgia também nos apresenta um profeta revoltado, que recebe o pão dos céus e a tarefa de uma longa caminhada, no exercício de sua missão. Na carência, está revoltado, mas quando sente o carinho de Deus, num gesto de ternura e paz, prossegue o seu caminho e assume de novo a sua missão. É o profeta Elias, que após comer e beber, ele caminha mais quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus.
Por isso, todo pai, cansado na sua missão, que tem acesso ao alimento que vem de Deus, que participa da comunidade cristã, tomando a Eucaristia a cada final de semana, sempre de novo, se levanta com coragem e prossegue a sua caminhada, vivendo a missão. 
No Evangelho é o próprio Jesus que se apresenta como o “pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo” (Jo 6,51). Com estas palavras, Jesus introduz o grande tema da Eucaristia, Sacramento da presença real de Cristo no meio de nós. É o grande tema de nossa fé e da nossa vivência cristã no mundo.