No Brasil, onde São Pedro já não recebe mais um dia feriado, nós celebramos a festa de São Pedro e o dia do papa, no primeiro domingo depois do dia 29 de junho. E, neste caso, neste ano, teremos mais uma vez a festa de São Pedro em julho.  É a oportunidade em que nós celebramos a missa dos mártires, rezamos pelo nosso Papa e fazemos uma coleta especial em benefício das obras de caridade da Igreja de Roma.
A festa de São Pedro começa com o texto dos Atos dos Apóstolos, em que Pedro está preso, enquanto a Igreja rezava continuamente a Deus por ele. E quando Herodes iria apresentá-lo, naquela mesma noite, Pedro foi libertado da prisão e fez esta bonita reflexão: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”(At 12,11).
Enquanto isso, o Evangelho nos reproduz o que aconteceu na Cesaréia de Felipe, quando o Senhor perguntou aos apóstolos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” (Mt16,13). Num primeiro momento, os apóstolos deram as mais variadas respostas: uns dizem que é Elias, que é Jeremias ou algum dos profetas. Então Jesus perguntou: “E vós quem dizeis que eu sou?”(Mt 16,15). Foi então que Pedro deu aquela grande e inesperada resposta: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”(Mt 16,13,16).
Esta era de fato uma resposta inesperada. Os apóstolos não tinham ainda elementos para afirmar a divindade de Jesus Cristo. Até aquele momento, eles apenas tinham feito a experiência de um grande líder, de uma pessoa extraordinária, que tinha uma doutrina desafiadora, mas Ele não tinha ainda manifestado a sua divindade. Por isso, o próprio Jesus diz: “Feliz és tu Simão, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”(Mt 16,17). Esta verdade seria revelada mais tarde, na paixão, morte e ressurreição. Está claro que Deus está se manifestando neste homem, Pedro, coordenador do colégio apostólico, primeiro papa e futuro mártir da Igreja.
Foi chamado à coordenação do colégio apostólico, por esta sua fé, a convicção de reconhecer em Jesus o Cristo vivo.