Estamos avançando junho adentro, e agora já em clima de copa do mundo, participamos de nossas celebrações dominicais, dispostos a aprender o que o Senhor nos quer ensinar, através de sua Palavra que acolhemos com alegria. 
No mundo em que nós vivemos cada vez mais se realiza a grande frase do profeta Ezequiel, primeira leitura deste domingo: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado” (Ez 17, 22). É isto que explica esta longa história da Igreja em que nós caminhamos e nos movemos. Em toda a parte nós percebemos progressos, comunidades novas e antigas que se reúnem, celebram, crescem na fé e na vida cristã. Quem conduz toda esta história, é o mesmo Senhor, o mesmo Deus, de que fala o profeta. 
Já o Evangelho de Marcos, neste domingo, fala: “O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acordar, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isto acontece” (Mc 4, 26-27). Nós sabemos que há uma lei que tudo rege e havendo as condições necessárias a plantação vai produzir seus frutos. Acima de tudo isto há um Deus que tudo providencia e acompanha passo a passo. A ele nossa gratidão e nosso louvor. Mas, é importante acrescentar: ali entra a participação humana. Se esta semente não for lançada na terra, se os homens não fazem a sua parte, não podem ficar esperando milagres de Deus. Deus age e atua na história, mas sempre contando com a participação humana. O homem tem a primordial vocação de ser cooperador de Deus na criação do mundo e de tudo o que existe.  
A Carta de Paulo nos acrescenta mais um aspecto da nossa responsabilidade. Um dia vamos prestar contas de nossa administração: de tudo o que tivermos feito e de tudo que deixamos de fazer. Diz ele, no final da leitura deste domingo: “Todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa, prêmio ou castigo, do que tiver feito ao longo de sua vida corporal” (2Cor 5,10). Que o Senhor tenha misericórdia!