Já estamos abrindo as novenas em honra de Nossa Senhora de Lourdes. Foi precisamente em Lourdes, na França, que Nossa Senhora assumiu posição em favor dos enfermos. Lá ela pediu que abrissem um poço e encontrariam uma água que traria saúde para o povo. De fato, lá se encontra hoje uma grande piscina e muitos testemunham ali terem sido curados de suas enfermidades. Todos os anos, no dia 11 de fevereiro, a Igreja faz a jornada mundial dos enfermos, com uma mensagem especial do Papa. E, de todas as principais cidades da Europa, as caravanas e os trens se dirigem para Lourdes, em busca desta cura milagrosa.
A liturgia deste domingo mostra precisamente isto: desde o início da vida pública, Jesus se posiciona ao lado dos enfermos. Diz o evangelho: “Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. Ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então a febre desapareceu e ela começou a servi-los” (Mc 1,29-31).  
Mas, o texto continua e nos mostra a preocupação de Jesus com os doentes: “No final da tarde, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos de demônios. A cidade inteira se reuniu na frente da casa. E todos eram curados” (Mc 1,32-33). Todo o início da vida pública estava marcado com a presença dos doentes que buscavam a cura. Por toda a parte, por onde andava, havia doentes e ele os tocava para curar. Diversas vezes, nós o encontramos fora da cidade, junto aos bosques, onde estavam recolhidos os leprosos, que eram expulsos da cidade para não contaminar ninguém. Jesus curou muitos leprosos, paralíticos, e até alguns mortos voltaram a viver.
Na primeira leitura encontramos o desanimado Jó, buscando no Senhor, conforto para a sua vida e um sentido novo para o seu viver. E, na carta de Paulo aos coríntios, encontramos essa nova razão: anunciar Jesus Cristo. Paulo está convicto que esta é a sua nova missão. Anunciar Jesus Cristo não é apenas motivo de glória ou satisfação. É obrigação e por isso chega a dizer: “Ai de mim se eu não pregar o evangelho!” (1Cor 9,16).