Diocese de Novo Hamburgo

Já é hora de montar o presépio - A Voz da Diocese 611

Dom Zeno

Em nossas igrejas e na maioria de nossas tradicionais famílias católicas, já se criou este ambiente de natal, com os presépios, os personagens. É hora de fazer uma reflexão muito importante sobre o profundo significado de tudo isto na história de nossas vidas e na vida de nosso povo.

         A liturgia deste domingo começa com o texto de Miquéias que nos fala de Belém, pequeno povoado de Judá, mas que será o cenário central de todo este acontecimento. Nós sabemos que, uns trezentos anos depois das pregações deste profeta, Belém já tinha se tornado uma cidade, já tinha vários albergues, talvez até hotéis, mas naquela noite todos estavam fechados e “não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7). Assim mesmo, a fama ficou com a cidade de Belém. Hoje está ali, majestosa, como grande cidade dos palestinos, em sua maioria muçulmanos, mas lá está a gruta de Belém, no sub-solo de uma grande basílica medieval, está a inscrição latina: “Hic natus est” (aqui Ele nasceu). Uns 120 km mais para o norte encontra-se a cidade de Nazaré, com a famosa basílica da Natividade, e, dentro dela, a gruta, onde está escrito: “Hic verbum caro factum est” (aqui o verbo se fez carne).

         Já a carta aos Hebreus, a segunda leitura deste domingo, com as sábias palavras: “Tu não quiseste nem vítima e nem oferenda, mas formaste-me um corpo... Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,5-7). O filho de Deus entrou na história humana, através de um corpo, que lhe foi preparado dentro de Maria, a mãe de Jesus. Ela, já esperando o Filho de Deus, vai pelas montanhas, enfrenta mais de cem quilômetros, e se coloca a serviço da prima Isabel, que já estava para dar à luz. O encontro destas duas mulheres nos apresenta o grande tema deste domingo: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc1,42)!

          Assim, as famílias que querem preparar o seu natal, podem começar a organizar o seu presépio, mas cabe um alerta: cuidado para que a família, - fique ela no centro de tudo. Há pessoas que tanto se preocupam com os adornos e enfeites, que acabam se esquecendo da família e do personagem central.