Diocese de Novo Hamburgo

Missionários com Maria e nossas mães - A Voz da Diocese 262

 

Estamos diante do domingo em que faremos a nossa décima quarta romaria ao Santuário das Mães, tão conhecidoem Novo Hamburgo e uma realidade que nos fala tão de perto ao coração.

A imagem peregrina do santuário fez este ano um giro muito grande pela diocese. Ela começou no dia 10 de março,em Nova Petrópolis e foi visitando todas as paróquias da diocese. Chegava sempre no final da tarde, havia uma missacom presença do reitor do Santuário muita vezes também o bispo diocesano. Depois ficava na paróquia até o diaseguinte, quando era levada para a paróquia vizinha e, no final da tarde, seguia o mesmo ritual. O que foi que nósencontramos? Na maioria das paróquias, uma igreja lotada, muita gente, mas um público notadamente feminino e,seguramente, 60% formado por mães e avós.

Não tenho mais nenhum escrúpulo em falar “Santuário das Mães”. Elas são realmente maioria dos devotos de Maria,elas gostam de participar das missas do santuário, elas gostariam de estar nas romarias e elas têm muito assuntopara falar com a Mãe de Deus, sobre as preocupações que as mães trazem em seus corações.

Na liturgia deste quinto domingo de páscoa, Paulo é apresentado aos discípulos, em Jerusalém. É claro que, nocomeço todos tinham medo dele, pois tinha sido um perseguidor de cristãos e estivera no grupo que condenou odiácono Estêvão. Mas, agora Barnabé diz claramente que houve uma conversão. Ele dá testemunho de que Saulotinha feito um encontro com Jesus Cristo e na cidade de Damasco ele tinha completado a sua transformação de vida.Ele agora é um apóstolo, um missionário de Jesus Cristo. Estava em condições de ser enxertado dentro da videiraverdadeira.

Aliás, o grande tema deste domingo é precisamente a videira: “Eu sou a videira verdadeira e meu pai é o agricultor.Todo ramo que não der fruto em mim, ele corta; e todo o ramo que dá fruto ele limpa, para que dê mais fruto ainda...Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, como eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mimnada podeis fazer” (Jo 15, 1-2.5).

Aqui aparece claramente a missão da Igreja. Ela precisa estar firmemente enxertada em Cristo, verdadeira videira, eentão procurar levar esta seiva até os ramos todos, onde cada broto novo vai produzir fruto, se estiver unido ao tronco.Só unidos em Cristo somos capazes de produzir frutos, isto é, produzir novos núcleos de fé e de vivência cristã. Nossaautenticidade consiste em estarmos unidos em Cristo.

A nossa oração é que nos mantém em união com Cristo, vinculado à videira, em condições de produzir frutos.