Diocese de Novo Hamburgo

Lançamento das Semanas Missionárias - A Voz da Diocese 264

 

Nós estamos agora no sexto domingo de páscoa, e a nossa liturgia já passa a olhar em direção do pentecostes. Porisso, na primeira leitura, temos o encontro de Pedro, na casa de Cornélio, onde ele tomou a palavra e disse: “De fato,estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica ajustiça, qualquer que seja a nação a que pertença”. Pedro ainda estava falando quando o Espírito Santo desceu sobretodos os que ouviam a palavra. Todos ficaram admirados quando viram o Espírito Santo sendo derramado sobre ospagãos (At 10,34-35.44-45).

Em todo o Antigo Testamento, os profetas vinham sempre falar para o povo de Israel. Num primeiro momento, ospróprios apóstolos pensavam que Jesus Cristo teria vindo para o este povo escolhido e por isso pensavam que oanúncio do Ressuscitado seria feito aos descendentes de Abraão. No entanto, este Cornélio era um centurião romano,encarregado de uma centúria de soldados, que trabalhava na segurança da província. As pessoas que freqüentavamesta casa, em geral, eram romanos provenientes de outros pagos, e por isso, chamados “pagãos”. Com estamanifestação do Espírito, Pedro se convenceu de que ele também poderia batizar os pagãos. Segundo seupensamento, não se faça mais distinção entre as pessoas e qualquer um pode seguir Jesus Cristo e ser batizado.

Enquanto isso, o evangelho deste domingo continua com a parábola da videira e dos ramos, quando conclui: “Comomeu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, vóspermanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vosdisse isto para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos.Vós sereis meus amigos que se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15,9-14).

Esta é a verdadeira explicação da parábola da videira. Lá ele tinha deixado claro que um ramo só consegue produzirfruto se estiver intimamente unido à videira. Sendo Ele pessoalmente a videira, é claro que Ele coloca a condiçãoprioritária para todo o ser cristão: estar profundamente unido a Ele. E, usando a mesma linguagem, só se consegueser cristão quando se está enxertado em Cristo. Por isso, Ele nos chama de amigos porque nos deu a conhecer tudo oque ouviu de seu Pai. Depois acrescenta: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16).