Diocese de Novo Hamburgo

Quarenta anos de sacerdócio - A Voz da Diocese 271

 

Pois, neste domingo, dia 08 de julho, estou celebrando quarenta anos de minha ordenação sacerdotal. Foi no dia 08de julho, em 1972, muito frio, quando caiu neve em Salvador do Sul, e as estradas da Linha Francesa estavam cheiasde lama, para lá foi o Cardeal Dom Vicente Scherer para ordenar mais um padre para a Arquidiocese de Porto Alegre.

Era a primeira ordenação sacerdotal na matriz de Nossa Senhora da Natividade, que em suas paredes grossas acolhia uma multidão de amigos, de benfeitores e de curiosos que nunca tinham visto um filho de pobres colonos ser ordenado Sacerdote de Jesus Cristo.

A primeira missa de verdade eu rezei na manhã seguinte, na pequena capelinha do hospital de Barão, onde passeiminha primeira noite de padre. Rezei só para meia dúzia de irmãs camilianas. Depois, fomos para Linha FrancesaAlta, onde celebrei a festiva primeira missa que dava início aos grandes festejos. Tudo de maneira muito simples, mascom grande alegria para mim e para os meus familiares.

A pequena Jacinta, minha irmãzinha mais nova, de nove anos, era a aia da primeira missa. Precisamente um anodepois ela viria a falecer de uma meningite fulminante. Ela foi para junto de Deus, como uma santinha!

Louvo a Deus por todos estes anos de ministério! Agradeço por tudo o que pude realizar, em nome do Senhor!

Neste domingo em que realizamos a sexta romaria do Pe. Reus em São Leopoldo, com a presença do Postulador dacausa de beatificação, estarei celebrando os meus 40 anos de sacerdócio do Santuário do Sagrado Coração deJesus, em São Leopoldo.

A liturgia deste domingo nos apresenta o momento em que o Profeta Ezequiel foi enviado para o meio de um povo decabeça dura e coração de pedra, com a seguinte ordem: “Quer te escutem, quer não, pois eles são um bando derebeldes, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta” (Ez 2,5).

No texto da segunda carta aos coríntios, Paulo confessa que “lhe foi espetado um espinho na carne para não seexaltar demais. Roguei três vezes ao Senhor que o afastasse de mim. Mas, ele disse-me: Basta-te a minha graça.Pois é na fraqueza que a força se manifesta” (2 Cor 12,7-9). Certamente se trata de alguma fraqueza ou algumadificuldade particular que ele precisou contornar durante a sua vida.

Enquanto isso, o evangelho nos apresenta a dificuldade de Jesus em sua terra. Faltava a fé. Eles diziam conhecê-lode berço, conheciam os seus pais, achavam que era filho do carpinteiro José e nenhum milagre foi feito. Faltava a fé.Quando falta a fé, falta tudo! E nós temos tantas pessoas sem fé!