Diocese de Novo Hamburgo

O Dia dos Pais - A Voz da Diocese 276

 

Como em todos os anos, no segundo domingo de agosto, nós celebramos o Dia dos Pais e a abertura da Semana da Família. Enquanto o comércio utiliza esta data para conseguir vender mais alguns presentes para os pais, a Igreja do Brasil quer utilizar esta semana toda para uma justa reflexão em torno do tema: A família, o trabalho e a festa. Este foi também o tema do Encontro Mundial das Famílias, que aconteceu em Milão, em fins de maio.

Antes de tudo quer-se deixar muito claro que família ainda é aquela fundada sobre o matrimônio de um homem comuma mulher, aberta à vida e, muito acima de todas as evoluções culturais, ela continua a impor-se como aquela emque se gera a vida e lugar onde se dá a autêntica educação das novas gerações.

Na medida em que a família realmente educa, ela vai introduzindo a criança no mundo do trabalho e da festa. Nosdias atuais a família uma crise sem precedentes. Nós chegamos a este ponto porque o trabalho começou a ser feitolonge da família, restrito aos adultos e considerado só aquele que é remunerado.

O domingo, como dia de festa da família, também entrou em crise. Muitos trabalham no domingo. Conseguem depois uma folga sem graça no meio da semana, quando o resto da família está trabalhando ou na Escola. E, no dia mesmo da festa, uma parte da família está trabalhando.

Mas, a crise da família chegou ao auge, quando se discute a natureza própria da família e a sociedade vai aceitandooutras realidades que não geram vida e muito menos educam para a vida de família.

A liturgia deste domingo nos apresenta o profeta Elias cansado, sem vontade de viver e prosseguir. Então, Deus lhe envia um pão. Ele come e se reanima, continuando a ser o grande profeta. Queira Deus que isto aconteça com os nossos pais que andam desanimados em sua missão.

Mas, o Evangelho fala claro: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei noúltimo dia, pois está escrito nos profetas: Todos serão discípulos de Deus” (Jo 6,44-45). Em tempos de missão queestamos vivendo em nossa diocese, teríamos vontade de dizer: vós todos sois discípulos e missionários, talvez dentroda própria casa e certamente junto às pessoas que nos são mais próximas.

Por isso São Paulo escreve: “Toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúria, tudo isso deve desaparecer do meio devós, como toda espécie de maldade. Sede bons, uns para com os outros, perdoai-vos mutuamente como Deus vosperdoou por meio de Cristo” (Ef 4,31-32).