Diocese de Novo Hamburgo

A vocação religiosa com a festa da Assunção - A Voz da Diocese 277

 

Já estamos acostumados, todos os anos, no terceiro domingo de agosto, nós lembramos, de modo especial, avocação religiosa. E, o dia dos religiosos, é celebrado com a Festa da Assunção de Maria, transferida do dia 15 deagosto, que já não é mais feriado religioso. Parece que esta coincidência combina bem. Afinal, foi ele que disse pelaprimeira vez aquela grande frase: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim, segundo a tua vontade” (Lc, 1,38).

No mundo em que nós vivemos são os religiosos e as religiosas que se colocam a serviço das mais duras realidades,para servir ao próximo, mesmo nas situações novas que vão surgindo. No tempo em que nós tínhamos a carência deEscolas, de Hospitais, os irmãos e as irmãs se lançavam nestes desafios.

Na medida em que o Estado entra nestas realidades, os (as) religiosos (as) vão para outras frentes. Hoje estão nocampo da recuperação de drogados, no acompanhamento aos aidéticos, no mundo da extrema pobreza, e nos laresde idosos e de idosas. O problema é que em nossas famílias muito planejadas, de poucos filhos e de uma fé cada vezmais escassa, a vocação religiosa está numa crise, sem precedentes.

Só mesmo, num clima de muita fé e de uma clara compreensão do que significa mesmo uma vocação, se podeesperar uma retomada e uma reviravolta no campo das vocações religiosas.

Parece um pouco forçado dizer que Maria viveu os princípios da vida religiosa. Entretanto, é certo que a atitude deMaria diante do plano de Deus é igual à disposição de uma que se coloca inteiramente nas mãos de Deus.

O texto do Apocalipse que lemos neste domingo fala de um grande sinal no céu. Pela descrição, não há dúvida. Maria é esse sinal no céu. Mas, se olhamos bem, vemos também um grande sinal na terra. São os religiosos e as religiosas. No meio de um mundo que cultua a competição, a vaidade e a ganância, os religiosos fazem os três votos, vivem modestamente em casas da Congregação e assumem trabalhos e serviços, que sempre vem em benefício do próximo, que é visto e assumido como irmão.

A carta de Paulo aos coríntios nos recorda a ressurreição do Senhor, como ponto de partida para a nossa fé e garantia de nossa futura ressurreição.

O evangelho deste domingo nos mostra aquela cena em que Maria, já grávida, vai ao encontro da prima Isabel, parase colocar a serviço dela nos dias em que João Batista viria a nascer. Aquele encontro das duas mulheres faz ecoarum hino de fé e esperança, como o mundo de hoje está precisando.