Diocese de Novo Hamburgo

O domingo da Epifania - A Voz da Diocese 613

Dom Zeno

A tradicional festa de Santos Reis, cantados em verso pelos famosos “Ternos de Reis”, tão conhecidos entre os descendentes açorianos, neste ano, será celebrada no primeiro domingo de janeiro, por coincidência, no tradicional dia 06 de janeiro.

          A Bíblia não fala em santos  e  nem em reis, apenas “em magos”,  homens de cultura,

vindos do Oriente, ligados à astronomia, que conheciam os mínimos sinais que apareciam nas estrelas. Perceberam de imediato que algo tinha acontecido nas distantes terras de Israel. Um novo rei teria nascido! Era esta a notícia que deixou perturbado o velho Rei Herodes, que se via ameaçado, e por isso mesmo provocou o massacre dos inocentes.

          A mensagem deste fato é a Epifania do Senhor, isto é, a manifestação do Filho de Deus para todos os povos da terra. O novo rei que acaba de nascer não veio somente para o povo de Israel, que estava esperando por um Salvador.

          O novo rei que nasceu agora e que se encontra na gruta de Belém, veio para todos os povos. Por isso vieram magos do Oriente, isto é, do outro lado do mundo, representando todas as raças e nações. Desde os primórdios, fala-se em Melchior, Gaspar e Baltazar, como representantes da raça branca, amarela e negra.

          Jesus veio para todos os povos. Ele é o Salvador da humanidade. Ele se manifesta para todos eles, numa só vez. Nós, mesmo não sendo judeus, estávamos representados nos magos que vieram do Oriente.

          Os magos vieram com seus presentes, trazendo ouro, incenso e mirra. São presentes-símbolos. Não se pense que o pobre recém-nascido tenha sido presenteado com barras de ouro ou volumes de incenso e mirra. O que se deseja é enfatizar que o Filho de Deus merece receber os nossos bens materiais, o nosso louvor, mas também vai passar por sofrimento e dor, pela dura paixão. 

          “Viemos adorá-lo” disseram os magos. É importante saber que este é o único que nós adoramos. Diante dele, vivo e ressuscitado na Eucaristia, nós nos ajoelhamos ainda hoje e fazemos a nossa genuflexão, porque sabemos que Ele é Deus. Diante d´Ele, nós somos pequenos, insignificantes. Por isso nos ajoelhamos.

         E mais, quando entramos em nossas igrejas, diante do sacrário, podemos sempre de novo dizer: “Viemos para adorá-lo” (Mt 2,2)