anonacionallaicatoO Ano Nacional do Laicato tem como tema: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, a serviço do Reino”. 
O papel do leigo na missão total da Igreja é o de compartilhar a responsabilidade de anunciar e agir, de ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5:13-14). A atuação secular dos leigos é identificada como útil à economia da salvação no seu peregrinar no mundo, distinguindo-se direitos e obrigações que lhes correspondem como membros da Igreja e como membros da sociedade humana.
Os fiéis, pelo sacerdócio régio, concorrem na oblação da Eucaristia, na recepção dos sacramentos, na oração, na ação de graça, no testemunho de vida e na caridade ativa. São incorporados plenamente na sociedade da Igreja (LG 14). O caráter missionário da Igreja atende ao mandamento de Cristo de anunciar a Boa Nova (Mt 28, 19-20). Logo, é dever de todos, pois o zelo missionário é fruto da fé e da caridade.
No movimento da Igreja em saída, como propõe o Papa Francisco, no Ano Nacional do Laicato, cumpre ao leigo testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade brasileira.
Como objetivos específicos do Ano Nacional do Laicato, estão a comemoração dos 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e dos 30 anos da Exortação Christifideles Laici, de São João Paulo II, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988).
Além disso, durante esse ano haverá ação específica para dinamizar o estudo e a prática do documento 105 da CNBB, assim como dos documentos do Magistério da Igreja sobre o laicato, em especial os do Papa Francisco. Caberá, ainda, à Igreja do Brasil, estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, sujeitos eclesiais (DAp. n. 497a), e como tal, sal, luz e fermento na Igreja e na sociedade.
A proposta pode ser encontrada no site da CNBB com a descrição dos quatro eixos de atividades previstas para esse período especial do laicato brasileiro. Destaca-se, porém, que é necessário, nesse Ano Nacional do Laicato, promover mecanismos de participação interna e não apenas externa nas comunidades de fé. Caberá aos leigos e leigas serem protagonistas na promoção do encontro, do diálogo e da construção do entendimento, concretizando a possibilidade de um mundo possível de escuta, de respeito à dignidade do outro e de paz.